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Mercado Público Central

Um dos principais cartões postais de Porto Alegre, o Mercado Público comemora 140 anos de existência. Com suas paredes e bares centenários, o velho Mercado é um passeio na memória da história da cidade, com sua rica diversidade de cores, aromas e produtos, com aquele típico atendimento que só os mercados possuem. 
Mercado Público, um marco de resistência
A República ainda nem havia sido proclamada, assim como a escravidão também não tinha sido abolida, mas o Mercado já havia erguido suas paredes no distante 1869, em estilo neo-clássico. A aprovação do projeto original se deu entre 1862/63, tendo sido nomeada uma comissão do Conselho Municipal para acompanhar as obras. O projeto do engenheiro Frederico Heydtmann, previa um só pavimento. Em forma de quadrilátero, com torreões nas esquinas e um pátio central. Sempre sob a responsabilidade do poder público municipal, o Mercado logo tornou-se o maior e principal centro de abastecimento da cidade. Em 1871 tem início o calçamento do seu interior e dois anos depois, a arborização. Os primeiros açougues serão autorizados só em 1874, ano em que começa também a se cogitar a construção do segundo piso. Porém, o projeto não é levado adiante. Com o crescimento econômico, diversificação social e econômica do fim do século XIX, a proposta é retomada. Porém a verba aprovada pela Câmara Municipal é destinada apenas para a construção de chalés de madeira no pátio interno do Mercado. Mas, além de armazéns, tavernas, bares, açougues, fruteiras e restaurantes, o Mercado também possuía barbearias, hotéis, companhia de seguros e outros tipos de serviços.
O surgimento do segundo piso
O Mercado localizava-se exatamente entre a Doca das Frutas e a Doca do Carvão, nas margens do Guaíba. A construção do segundo pavimento, começa, finalmente em 1910 como conseqüência do Primeiro Plano de Melhoramentos para a cidade. A idéia era deixar o Mercado no mesmo nível da Intendência (prefeitura) construído ao seu lado e aumentar a arrecadação municipal. Em 1912 é, então, inaugurado o segundo piso, com características que definiram a estética que o prédio possui hoje, especialmente nas fachadas. Os novos espaços do andar superior, também conhecido como “altos do Mercado”, foram destinados à prestação de serviços, escritórios comerciais e industriais e também de serviços de repartições públicas. Ainda em 1912, houve o primeiro grande incêndio, que destruiu as bancas internas de madeira, mais tarde substituídas por outras de estrutura metálica, definindo as circulações internas do pátio. O incêndio provocou uma alta geral dos preços nas bancas do Mercado, que vai se modernizava: em 1914 é instalado o primeiro frigorífico e, um ano depois a fachada do piso térreo sofre modificações para acompanhar às inovações do andar superior.
 
A evolução
A cidade se modernizava rapidamente, com a abertura de grandes avenidas, praças e aterros na área central. Bondes elétricos e os primeiros automóveis sinalizavam os novos tempos da cidade, mais cosmopolitos. Em 1922 as obras do Cais do Porto são concluídas. E o porto seria fundamental para o desenvolvimento do Mercado. Dá-se na cidade um verdadeiro “boom” imobiliário, com inúmeras construções. A Praça Parobé, igualmente vital para o Mercado, é inaugurada em 1927.

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